sábado, 6 de setembro de 2008

O Meu Fetiche



Por
Nazarethe Fonseca
Todos os direitos reservados a Autora®



Meu fetiche veste negro e tem olhos azuis, sua boca é doce cruel.
Ele é o senhor de meu mundo e diante dele sou fraca e submissa.
Em seu corpo encontro paz e sossego.
Em seu sangue alimento e imortalidade.


Meu fetiche gosta de fazer amor à luz de velas.
Ele sabe como me convencer, como seduzir com um sorriso.
E quando desabotoa a camisa o mundo parece me engolir.
Nos seus beijos rubros só existe prazer.

Ele gosta de se exibir e mostrar quem manda;
Mas em meus braços é o meu menino.
Seu jeans é negro e suas botas estão surradas.
Ele é selvagem como um tigre.
E é dentro de seu coração que me escondo quando ele perde a razão.
Fera e Anjo,
Demônio e Amante.
Meu fetiche.
Ele já me bateu,
Mas foi com uma rosa.
Ele já me matou,
Mas foi com um beijo,
Ele me trouxe a vida e foi com seu sangue.

Ah! Meu fetiche é azul.
E gosta de camas cobertas de rosas vermelhas.
O mundo onde vive me encanta e seduz.
Meu fetiche...
Meu prazer...
Meu amor vampiro.

Um comentário:

###a.l.#### disse...

Occasum

Autor: Orácio Felipe

Johann é imortal. Mas a imortalidade carrega consigo muitas angústias. A maior delas, a falta de um amor que a acompanhe. Ele buscava, como criatura das trevas, uma companheira que pudesse transformar. Ele buscava um antídoto e havia conquistado alguma força compondo poesias, admiradas tanto pelos seus criados, Igor e Fredy, quanto por aqueles que o perseguiam. Seus buquês de palavras, como costumava chamar, eram entregues àquelas que admirava. Mas havia uma única rosa em seu caminho, para a qual ele passaria a dedicar sua existência, que não era efêmera. Um vampiro buscando extinguir sua chama assassina através do amor de uma mulher. Um soneto pode aliviar a dor no coração frio de uma criatura?

www.clubedosautores.com.br